SOMOS…

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Nada somos

E nem sabemos.

Quem somos?

Somos simples,

Somos tudo,

Somos nada…

 

 

Somos sentimentos,

Somos vivências,

Somos aprendizado,

Somos algo inacabado…

 

 

Somos imperfeitos,

Somos criança,

Somos suspeitos,

Somos esperança…

 

 

Somos aflição,

Somos desespero,

Somos coração,

Suicidas a beira do desfiladeiro.

 

 

 

Somos o que somos,

Somos o que fizemos,

Somos o que dizemos,

Aqui, apenas somos.

Amanhã não sei o que seremos.

 

GILBERTO CAMPOS…

 

* Poesia participante do Concurso Nacional de Literatura

“PREMIO DE BELO HORIZONTE 2012″

Encarte “Chuvas de Emoções”

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SOU EU SEM VOCÊ…

Quem sou eu?

Sou apenas um coração vazio,

Sou olhos que perseguem o teu olhar,

Sou mãos que procuram as suas,

Sou um pobre coração que pulsa.

Sou apenas alguém que só faz te amar.

Sou apenas quem te deseja,

Sou canção que só alegra ao ouvir tua voz.

Sou o vento que deseja te refrescar,

Sou as ondas do mar a lamber tua pele macia.

Sou lábios perdidos a querer os teus.

Sou um corpo quente e carente cheio de amor e desejo.

Sou alguém que precisa de você,

Do teu carinho.

Dos seus beijos.

Quem sou eu?

Ninguém, sem você.

O que esqueci?

Não me esqueci de dizer nada.

Não é preciso dizer nada.

Nada?

Sou eu sem você.

GILBERTO CAMPOS…

* Poesia participante do Concurso Nacional de Literatura

“PREMIO DE BELO HORIZONTE 2012″

Encarte “Chuvas de Emoções”

ESTOU PRONTA ?

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Não sei se conseguirei,

Não sei como vai acontecer,

Sou romântica, vou me dar mais uma chance.

Não sei por onde caminharei,

Como me sentirei a cada anoitecer,

Mas vou viver este romance.

 

Vou precisar arrumar um tempo,

Um tempo para repensar.

Ouvir calmamente o vento,

Meditar,

Sentir se estou pronta para amar.

 

Em minha vida

Tudo tem sido sofrimento e dor,

Caminhos sem razão.

Por tempos deixei exposta a ferida

De um grande amor,

Que foi traído e arrancado do meu coração.

 

Cansei de correr

Quando o telefone tocava.

Cansei de sofrer,

Quando não era o meu amor,

Mas o travesseiro que ao adormecer,

Eu fortemente abraçava.

 

Cansei de escrever

Poemas decadentes.

Andar de cabeça baixa pelas ruas

Pensando até em morrer.

Cansei de escrever sobre sentimentos dormentes,

Sobre almas nuas.

 

Vou tentar novamente,

Novas esperanças vividas,

Mesmo tendo certeza em minha mente,

Existem solidões

Que jamais serão preenchidas.

 

 

GILBERTO CAMPOS…