APRENDI COM VOCÊ…

O dia apaga a sua luz,
Trazendo a luz da lua para  pensar em você.
Com ela minha imaginação me conduz
Ali para onde tudo eu posso,
Posso ser mais eu em você…

Onde não existe impossível, cortes ou cicatriz.
Onde o que importa é viver as ilusões,
Onde me atiro ao amor e paixões,
E assim sou feliz.

Onde posso te abraçar,
Onde posso te beijar,
Onde meus mais ardentes desejos contigo posso realizar.
Onde morderei os seus lábios sedentos dos meus beijos,
Onde repousarei minha cabeça em teus seios,
Onde te amarei acalmando teus receios.

Que se apague então a luz do dia,
Quero te mostrar o que aprendi contigo.
Aprendi que existem novas e melhores emoções
Que apesar do medo não corro perigo.
A conhecer um mundo novo de ilusões
Que para amar não existe castigo.

Aprendi a ver a luz do outro lado da lua,
Que pode um beijo ser mais doce e mais profundo,
Que sua presença, não a troco por nenhuma.
Aprendi que posso ir amanhã mesmo desse mundo,
Que sua presença é linda vestida ou nua,
Que desejo tudo mais intenso a cada segundo.

As coisas boas contigo eu já vivi,
E muitas outras viverei.
Aprendi que vale a todo custo sorrir
E a teu lado tantas outras buscarei.
Mas o principal é que com você aprendi,
Que eu nasci no dia em que te reencontrei…

GILBERTO DA SILVA CAMPOS…

DA VARANDA…

Da varanda observo o nada,
Olho inerte para o abstrato.
Mãos tremulas, indefeso, expressão estagnada.
Paralisado, como um velho retrato.

Da varanda estou absorto ao que me rodeia,
Como alguém que aguarda o tempo passar.
Como se observasse minha vida inteira.
Em um parado olhar.

Com a pele amarrotada
Pelas lutas muitas vezes em vão.
Com as mãos ásperas da labuta acabada
E o pensar quase vazio de solidão.

A garganta seca de tanto silenciar,
Sozinho, vivo o que me resta,
Da varanda a observar
O que a vida ainda me empresta.

Da varanda deste asilo
Deparei-me com o tempo
Que algumas vezes me fez sorrir.
Na varanda o exílio,
Como ouvinte o vento.
Vi a juventude partir
Gritando sem auxílio.

Sinto os movimentos limitados,
Meus reflexos principiam a lentidão.
Olhos lacrimejados,
Lembranças do coração.

Da varanda descobri o que nos corrói,
Descobri que não se morre de velhice…
Descobri o que arrasa, resseca e a essência da vida destrói,
É a indiferença, a mesmice.

Da varanda deste asilo encontro o que resta de um homem.
Absolutamente só e abandonado.
Falta-lhe o calor da pele, o beijo que se perdeu no ontem.
Falta-lhe o lar, seus amores, seu jardim de flores não plantado.

Da varanda do asilo a conclusão:
Envelhecer é uma serena preparação para o fim,
O fim é apenas uma passagem para outras vidas que virão.
Nesta varanda existe um homem que ainda bate o coração.
Que sucumbiu a razão,
Que superou a dor,
Que viveu a vida,
Que acreditou no amor…

GILBERTO CAMPOS…

VEM SEM MEDO…

Vem…
Vem juntinho de mim vem.
Senta aqui do meu lado.
Não ligue para ninguém,
Conta a tua história, o teu passado.

Vem,
Me conta só o que for bom,
O que pode te fazer feliz,
Quem sabe eu tenha o dom,
E seja o amor que você sempre quis.

Vem…
Tudo pode parecer fora do normal,
Mas quem poderá julgar.
Vem chegando o temporal,
Mas serei seu porto seguro, pode atracar.

Vem
Deixe o barco dos seus sentimentos
Repousar em meu peito quente.
Viva novos momentos,
Viva comigo, prá mim, viva diferente.

Vem,
Mas vem com vontade.
Sim vontade de viver, amar e ser feliz.
Esqueça qualquer maldade ou vaidade,
Uma nova realidade para você eu fiz.
Não haverá lugar para saudade.
Vem com vontade e escuta o que meu coração te diz…
”- TE AMOOOOOO!!!!!! ”

GILBERTO CAMPOS…